case · Casa das Peças · São Luís, MA

a peça certa antes do cliente desistir

em autopeças, a venda se perde na demora: o cliente diz o carro, o balconista procura no catálogo, liga para o estoque, confere se serve. a Casa das Peças, de São Luís, resolveu isso dentro do próprio pdv — e de lá foi ligando o resto da operação, uma peça por vez.

empresa
Casa das Peças
onde
São Luís, MA
segmento
autopeças, múltiplas filiais
perfil
empresa familiar
integrações
pix, boleto bb e cielo
foco hoje
lucratividade
o que mudou
gestão no olho virou gestão por número
o balcão

o cliente diz o carro. a lista já vem filtrada

o balconista digita o modelo do veículo e o pdv mostra só as peças que servem naquele carro. acabou a consulta em catálogo paralelo, a ligação para o estoque e o risco de vender a peça que não encaixa.

o atendimento também passou a usar pré-venda: o pedido é montado, conferido e só então vira venda — o que evita o vaivém de cancelar e refazer no caixa.

antes“qual o ano do seu gol?” — e alguém sai para procurar, enquanto a fila cresce.
agoradigita o modelo, aparece o que serve, com saldo real na tela.
🔎Gol G5 1.0 — 2012
↓ peças compatíveis
Filtro de óleocompatível · em estoqueserve
Pastilha de freio dianteiracompatível · em estoqueserve
Correia dentadacompatível · última unidadeserve
Vela de igniçãocompatível · em estoqueserve

o filtro é fixo no pdv: o balconista não precisa lembrar de aplicá-lo.

a mercadoria

a conferência que simplesmente não acontecia

pelo volume e pela complexidade do estoque de uma autopeças — milhares de itens pequenos, parecidos entre si e com aplicação específica — conferir era, na prática, impossível. não era uma tarefa trabalhosa que ficava para depois: não dava para fazer.

com a leitura pela câmera do celular, a contagem deixou de depender de comprar coletor por ponto e virou parte da rotina. o controle começa na porta e o cadastro chega certo antes de a peça subir na prateleira.

conferência pela câmera

a contagem é feita com o celular lendo o código, no lugar do coletor de dados — equipamento caro, que teria de ser comprado por ponto para dar conta do volume.

o saldo vai direto para o erp

etiquetagem

as peças são etiquetadas a partir do próprio cadastro, então o código que está na embalagem é o mesmo que o sistema conhece.

leitura confiável no balcão

calculadora de preços na entrada

o preço de venda é calculado na hora de receber a mercadoria, com custo, imposto e margem na mesma conta — não numa planilha depois.

margem definida antes de vender
o recebimento

o pix que se concilia sozinho

esta foi a virada no financeiro. o pix passou a ser cobrado com qr code do banco do brasil integrado ao sistema: o valor já vai certo no código, o pagamento volta identificado e a baixa acontece sem ninguém conferir comprovante.

além de cortar o trabalho de conciliação, resolveu um problema de segurança — não existe mais “o cliente disse que pagou” com print de comprovante que ninguém consegue validar na hora.

pix com qr do banco do brasil

cobrança gerada pelo sistema, pagamento identificado na volta e título baixado sozinho.

integração por api

conciliação de cartões

implantada depois: as vendas no cartão são conferidas contra o repasse da cielo, com valor, taxa e data de crédito.

cielo, por integração direta

desconto por forma de pagamento

a regra é do sistema, não do balconista: quem paga à vista tem o desconto previsto, e ninguém precisa negociar caso a caso.

margem protegida
venda a prazo

o limite do cliente volta sozinho quando ele paga

em autopeças, vender a prazo para oficina é rotina — e é onde o dinheiro se perde. controlar limite na planilha significa escolher entre travar bom pagador por falta de conferência ou continuar vendendo para quem já deveria estar bloqueado.

a Casa das Peças fechou esse ciclo dentro do sistema, com o boleto do banco do brasil integrado por api.

o limite é aprovadoa loja define quanto aquele cliente pode comprar a prazo. a decisão é uma vez, não a cada venda.
o cliente compradentro do limite, sem o balconista precisar ligar para o escritório para saber se pode.
o boleto saiemitido pelo próprio sistema, no banco do brasil, junto com a venda.
o vencimento é controladoo sistema sabe o que vence, quando e de quem — sem alguém manter uma lista paralela.
o cliente pagano banco, do jeito que já fazia. nada muda para ele.
o banco avisa o sistemaa baixa é feita pela comunicação do banco com o erp — e o limite volta a ficar disponível na hora.

quem dá a baixa é o banco, não uma pessoa conferindo extrato. por isso o bom pagador nunca fica travado esperando alguém conciliar, e o limite reflete a situação real do cliente — não a de ontem.

o atalho que foi fechado

o inadimplente que não queria pagar juros

com o ciclo rodando, apareceu um comportamento previsível: o cliente atrasado deixava o boleto de lado e pagava por chave pix, transferindo só o valor original. sem juros, sem multa — e sem o sistema saber a que título aquilo se referia.

a chave pix é uma porta aberta: qualquer um manda qualquer valor, e alguém tem que descobrir depois de quem veio e do que se trata. o qr code é o contrário — ele carrega o valor certo e a identificação do título.

a brechapagava por chave pix o valor de antes do vencimento. o encargo simplesmente não entrava na conta, e a baixa virava trabalho manual.
a decisãoa conta foi configurada no banco para não receber mais por chave pix — só por qr code, gerado pelo sistema já com juros e multa calculados.

o resultado é que não existe mais caminho para pagar menos: ou paga o juros no boleto, ou paga o juros no qr code. e, dos dois jeitos, o pagamento chega identificado e baixa sozinho.

a operação

várias filiais, cada uma com a sua realidade

as lojas não são cópias uma da outra: praticam preços diferentes e estão em regimes de tributação diferentes. no mesmo ambiente, cada filial mantém o que precisa ser dela e compartilha o cadastro que não faz sentido duplicar.

a entrega da venda também é controlada pelo sistema — o que saiu, para quem, e se chegou.

L1
loja matriztabela própria · regime próprio
ativa
L2
filialoutro preço, outra tributação
🚚
entregaso que saiu, para quem e se chegou

produto e cliente são cadastrados uma vez — o que muda de loja para loja é preço e tributação, não o cadastro inteiro.

a gestão

uma empresa familiar saindo do achismo

a Casa das Peças é um negócio de família, e como quase todo negócio de família chegou num ponto em que o controle na cabeça do dono parou de dar conta. a decisão foi profissionalizar a gestão — e gestão profissional precisa de número, não de percepção.

hoje a direção olha dre, fluxo de caixa e margem para decidir. e o foco do momento é o mais difícil de enxergar sem sistema: lucratividade — não quanto entrou, mas quanto sobrou.

dre e fluxo de caixa

o resultado do período e o dinheiro entrando e saindo saem do próprio movimento — sem alguém montar planilha no fim do mês, e sem depender de o contador fechar para saber como foi.

o número existe antes de ser pedido

margem definida na entrada

a calculadora de preços na chegada da mercadoria põe custo, imposto e margem na mesma conta. a lucratividade é decidida ali, não descoberta no fechamento.

preço com margem, não por hábito

desconto que não come o lucro

a regra de desconto por forma de pagamento é do sistema. o que o balconista concede está dentro do que a empresa decidiu que cabe — em vez de cada venda ser uma negociação particular.

margem protegida no balcão

é a mesma base de dados que atende o balcão e a diretoria: o que o vendedor registra no pdv é o que forma o dre no fim do mês.

a trajetória

ninguém liga tudo no primeiro dia

este é o ponto que mais costuma tranquilizar quem está avaliando: a Casa das Peças não implantou tudo de uma vez, nem virou uma empresa profissionalizada da noite para o dia. cada etapa entrou quando a anterior já estava rodando — e sempre no mesmo sistema, sem reimplantação.

o começo

parar de perder o controle

venda, estoque e nota funcionando. o objetivo era sair do controle manual sem parar a loja — resolver o básico antes de sonhar com relatório.

depois

o balcão ficou rápido

busca por modelo do veículo e pré-venda. é quando o sistema deixa de ser obrigação e vira ferramenta de quem atende — e o time para de resistir.

depois

o dinheiro entrou no sistema

pix com qr do banco do brasil, boleto com limite de crédito e baixa pelo próprio banco, e o recebimento fechado só em qr code — para o inadimplente não escapar do juros. depois veio a conciliação de cartões da cielo. sem isso, nenhum número de resultado seria confiável: dado financeiro sujo não vira dre.

depois

o estoque virou informação

conferência pela câmera, etiquetagem e calculadora de preços na entrada. o que era impossível conferir passou a ter saldo e custo confiáveis — a base para calcular margem.

hoje

gestão por número

com o operacional limpo, a direção passou a olhar dre, fluxo de caixa e margem. a conversa mudou de “quanto vendemos” para “quanto sobrou” — que é a pergunta que uma gestão profissional faz.

o mesmo sistema do primeiro dia — só que agora respondendo perguntas de dono, não de balconista.

a sua empresa está nesse caminho?

se a gestão da sua loja está se profissionalizando — saindo do controle na cabeça para a decisão por número — o caminho costuma ser parecido com este. conte como é a sua operação hoje e a gente aponta por onde começar.